Fui tomar chá com umas amigas, agora, para curtir o friozinho, e uma delas, que trabalha como gerente num restaurante – e que era o nosso restaurante, meu e do ex – veio me dizer que ele, o ex, apareceu por lá, no dia dos namorados, com a nova namorada. Trocando presentinhos. Fazendo piadinhas sobre saladas e afins. Tendo já piadas internas e tudo.

 

Ela veio me contar porque é minha amiga, e realmente eu precisava saber. Para poder riscar definitivamente da lista de ilusões e esperanças essa que alimentava e da qual falava no post anterior.

 

Para ver que a fila dele já andou há tempos – já chegou no guichê, e pelo visto já trocou até de andar – e eu ainda estou aqui parada, esperando alguma coisa que não sei bem o que é.

 

Mas que não vai chegar. Pelo menos não mais do lugar de onde eu estava.

 

(Esses dias eu li no twitter que é preciso colocar o passado no banco de trás do carro, num lugar onde a gente consiga enxergá-lo pelo retrovisor, mas onde ele fique bem longe da direção, para nunca poder controlar para onde estamos indo. Anotado.)

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