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Tem momentos na vida em que agente não sabe bem o que vai acontecer, nem sabe muito bem por onde ir, mas de repente surge alguém que nos pega pela mão e nos olha nos olhos e diz que vai ficar tudo bem. 

E aí fica. 

Foi mais ou menos o que aconteceu comigo este final de semana. Saí com um conhecido, amigo de um amigo, porque ele insistiu muito. Vinha insistindo faz tempo, ligando, mandando mensagens, até que aceitei. Passei tanto tempo na vida sempre preocupada em controlar, em fazer certo, em não deixar espaços em branco que quando ele me pegou pela mão e me levou (primeiro no cinema, depois no restaurante, depois pela cidade) fiquei até espantada de como a vida pode ser divertida se a gente não está tentando prever e cuidar de tudo nos mínimos detalhes.

O cinema foi divertido, um desses filmes de menino, com perseguição e explosões. No restaurante, ele me perguntou o que eu gostava de comer, e me deixou olhar o cardápio, e me sugeriu exatamente o que eu queria comer (hambuguer, nham nham!). E durante todo o tempo a conversa foi leve, foi tranquila, e, o mais importante, ele me olhava nos olhos e queria me ouvir, saber a minha opinião, e me contava historinhas bobas e engraçadas pra me fazer rir.

E depois saímos pela cidade, caminhando até a casa dele. Sim, era uma armadilha, mas sim, eu deixei que ele me guiasse. 

Chegamos na casa dele, e eu comecei a ficar nervosa. E se ele quisesse me beijar e eu não quisesse mais? E se ele começasse a tirar a minha roupa e eu não quisesse mais? Todos esses “e se?” na minha cabeça e eu já não sabia mais o que queria, nem o que estava fazendo ali. Mas acho que ele percebeu toda essa confusão, porque sentou ao meu lado no sofá e apenas sorriu. Não tento pegar na minha mão, nem tentou me beijar, nem fez nenhum comentário de duplo sentido. Voltei a respirar normalmente, me acalmei e as dúvidas e questionamentos todos começaram a sumir.

Onde ele estava nesses últimos meses quando eu precisava desse olhar sem pressa, sem cobrança, pra me acalmar? Não sei. Mas fiquei feliz de não estar ali sozinha. Porque naquele momento não me senti sozinha. E o que seria da vida se não fossem esses momentos pra gente guardar, e lembrar e relembrar sempre que precisa?

A conversa continua, e antes que eu perceba ele levanta, me estende a mão e me tira pra dançar. E antes que eu entre em pânico total – o que fazer? E se eu não quiser mais? E se eu tropeçar? Como fazer? – ele não faz nada além de dançar. E olhar pra mim e sorrir. A gente continua dançando por não sei quantas músicas, até que ele diz no meu ouvido que não tem pressa. Que a gente não precisa ter pressa de nada.

E essas palavras derreteram o restante de dúvidas que eu tinha. Foi a mão estendida me conduzindo por um caminho que eu ainda não conheço bem, mas que parece ser divertido.

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